Crônica de um programador: sobre algorítimos e um computador rebelde

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A gente sabe (ou não) sobre a importância dos algorítimos na construção de um programa para que uma máquina funcione bacana.

Bom, quero te contar um pouco sobre:

  • Minhas reflexões filosóficas sobre o assunto;

  • Minhas experiências;

  • Fatos interessantes da história dos algorítimos e

  • Práticas do dia a dia que nem percebemos que tem muito algorítimo envolvido


Um dos caminhos para se desenvolver um diálogo relevante é construindo um bom argumento. É utilizando a razão.

E quando falo sobre razão me sinto um instrumento da lógica, recurso que uso diariamente no meu trabalho para construir softwares estáveis e funcionais. Sem isso, não consigo me comunicar com o computador e nem ele consegue fazer o que eu espero.

Me veio agora um certo saudosismo. Minha mãe me dizia: “Menino, você é um rebelde sem causa!” Eu ainda não entendi bem o que significa isso, mas, pelo menos, entendo o que ela sentia.

Toda vez que estou programando, mas o negócio não funciona, sinto que minha máquina é aquele tal adolescente espinhento.

Não adianta eu bater de frente e achar que eu estou certo e ele está errado. Só ele está certo. Ou é verdade ou não é. Tipo “8 ou 80”. Qualquer coisa diferente disso e o coitado literalmente trava.

Assim também é com a lógica de programação. Mas o que é lógica de programação? De uma forma bem simples, basta você seguir certas instruções que o computador faz as coisas pra você.

Todo mundo sabe o quanto os computadores nos ajudam. Eles são muito úteis, porém, quando ligo o meu, eu sonho acordado com ele me fazendo a pergunta: “E aí, o que eu posso fazer pra te ajudar?”.

Nossa que mundo perfeito! #SQN

Ele é um adolescente! Cheio de energia, mas sem um objetivo claro. A pergunta certa, estampada na cara dele é: “Ah, você tem uma tarefa pra mim? #$%&@*. Como eu faço?“.

Por isso, para se construir um programa, você deve escrever para o computador determinadas sequências lógicas finitas, adaptadas para a linguagem dele, que são chamadas de algorítimos.

Frisei o finito porque, em meios computacionais, é possível criar fluxos infinitos, mas só os melhores dos piores programadores conseguem fazer isso (rs).

Embora você não perceba, quando executa tarefas comuns, está utilizando algorítimos de forma intuitiva e automática. O simples clique de um botão é uma rotina básica de códigos que podem desencadear uma série de eventos complexos, esperados para aquela ação.

Senta aqui, deixa eu te contar uma história

Acredita-se que o primeiro algorítimo escrito é o algorítimo de Euclides (300 a.C), um método simples e eficiente para encontrar o máximo divisor comum (MDC).

Porém, ele tem várias aplicações práticas e teóricas.

Vou te dar alguns exemplos, hein:

1) Aulas de matemática: Tenho certeza de que você já usou MDC no ensino fundamental. Tô certo?

2) Página do navegador: Um exemplo que você, com certeza, está habituado é a chavinha que aparece no navegador informando que a página é segura. Por isso, dificilmente um excelente hacker irá conseguir usar esse mesmo algorítimo contra você.

3) Cartão de crédito: Os chamados algorítimos de RSA são um método de criptografia e segurança muito usado em comércio eletrônico. Ou seja, você passa seu cartão de crédito em um lugar que usa uma ideia fundamentada há pelo menos 2.317 anos.

E eu com isso?

Bom, são resultados como o de Euclides que me motivam, e também muitos outros programadores, a entender os computadores problemáticos, porque, quando você não entende alguma coisa, esse pode ser o caminho para a construção de um novo argumento.

A fim de conhecer o novo, precisamos de coragem e liberdade para ultrapassar e/ou desconstruir alguns mindsets e ir atrás de algo que ainda não sabemos exatamente o que é. Quem sabe um sonho, uma virtude, um novo modo de programar ou uma necessidade qualquer…

E continuamos nesse caminho porque a cada passo é diminuída a distância de onde estamos até o resultado esperado. Ainda que não estejamos exatamente esperando.

Aqui na Neo, queremos cada vez mais desenvolver um programa que atenderá bem os consumidores do Brasil. Mais do que isso: queremos transformar desenvolver e disseminar uma cultura de atendimento e relacionamento encantadores entra empresas e seus clientes.

Afinal, não é só atender, mas estreitar a distância entre a empresa e seus clientes, produzindo a maior riqueza que temos na vida: a capacidade de gerar relacionamentos.

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